quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

RIP, HAROLD RAMIS


























Minha geração o conhecia mais por outro nome: Egon Spengler, o crânio dos Caça-Fantasmas. Ramis morreu segunda-feira e, além de ator, era roteirista - tendo co-escrito os dois filmes da franquia Ghostbusters - e diretor.

Para a despedida, tá rolando nas interwebs a imagem acima. Doce, singela e muito apropriada. Guie-o direitinho, Geleia.

Ah, e que isso não nos impeça de sonhar com um terceiro filme da série. Mas não agora, claro.



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

GIRLS E O FAZ DE CONTA DAS JOVENS ADULTAS

Aqui em casa a gente acompanha algumas séries. Eu, que já trabalhei com isso e até tive um blog da minha favorita de todos os tempos - "Lost" -, hoje ando bem mais fraco no número de seriados que acompanho. Hoje, além de "Homeland" e "Mad Men", só vejo "Girls". E nem rola essa desculpa de que "é só porque minha mulher vê", não: eu acho bacana. É mesmo, mas é somente bacana. E "bacana", pelo que já pude perceber por amigas, colegas e conhecidas, é pouco para o tanto que as mulheres gostam, ou costumam gostar.


















Não é uma série de trama, mas de roteiro; e, na minha humilde opinião, pode-se apenas dizer que é superestimado. Porém, é errado julgar "Girls" por esse viés - e, consequentemente, a paixão de quem gosta da série por conta dele. Pra mim, a explicação é simples: "Girls", para boa parte de seu público feminino - que, sem dúvida, é maioria esmagadora -, a chance semanal de se projetar.

Vou tentar me explicar mais claramente. Todos nós nos projetamos, de uma forma ou de outra, em livros, filmes, peças e shows. Alguma parte de nós adoraria viver aquilo ali em algum momento; e assistir é uma convite para essa fantasia. De certa forma, no geral os homens costumam ser mais infantojuvenis em suas projeções culturais. Nunca deixam de gostar do Luke Skywalker, do Batman, do Indiana Jones, do Marty McFly sem que esse gostar signifique "como eu queria ser ele". As mulheres, não: elas não crescem e seguem querendo ser a Mulher Maravilha, ou a Barbie, ou a Hannah Montana. Elas preferem exemplares menos fantasiosos, e que pareçam - pareçam - mais próximos da realidade. Tipo Hannah, Marnie, Shosh e Jessa.

O quarteto de "Girls" vive o glamour do cool sem parecer viver. Fingem para o público que ralam, estudam, o escambau, mas na verdade levam a vida na boa. Nenhuma é ricaça, mas moram na cidade mais cobiçada do mundo apenas trabalhando em cafeterias - em que, no máximo, tiram um espresso aqui, outro ali, saindo do serviço a hora em que bem querem -, suas altas confusões histórias rolam em festas sensacionais... É algo que me lembra "Sex & The City" mas, além da diferença de geração, "Girls" tem a manha de não ter personagens que ostentam roupas, carrões, vestidos e belezas inquestionáveis - como, por exemplo, suas quase-contemporâneas de "Gossip Girl". Pelo contrário: "Girls" é um show de desalinho com os padrões estéticos das passarelas, das revistas e, claro, das séries. No visual e no gosto, as garotas realmente poderiam ser suas vizinhas - e sim, isso é legalzão. Mais do que isso, a estética da "vida real", juntamente com os momentos losers, selam com poderes superbondianos a conexão da mulherada que se projeta no quarteto.

Injusto dizer que é só isso? Claro. Tem excelentes sacadas, momentos muito divertidos, uma direção bacana e uma trilha sonora que encanta quaisquer ouvidos afeitos ao indie pop rock. Mas como série, é apenas um programa razoável cujo trunfo é dar às espectadoras a chance de serem aquelas meninas por 20 minutos por semana.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

LINIERS: GENIALMENTE CERTEIRO

Em um mundo em que tanta gente quer parecer ter uma opinião contundente, vem o Liniers falar sobre um dos assuntos do momento - a crise na Venezuela - de uma forma singela e altamente engajada...com o que realmente importa numa hora e numa situação dessas.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

"HER" E SUA GRANDE PERGUNTA



Eu até tenho vontade, mas confesso não saber por onde começar a falar sobre o novo filme de Spike Jonze. Talvez o melhor caminho seja fazer um paralelo com o que minha mulher falou outro dia sobre outro filmaço: "'O Iluminado' não é um filme de terror: é uma história sobre violência doméstica".

Pois. Indo por esse caminho, "Her" nada mais é do que uma reflexão sobre um assunto sintetizado numa pergunta que, em tempos mais civilizados, deveria ser 100% retórica: quem tem o direito de julgar quem o outro ama?

Essa pode até não ser a mosca do alvo de Jonze - pode? -  mas, não importa: seja como for, palmas pra ele. De pé. Se ainda não viu, se vire, dê seu jeito, mas vá vê-lo agora.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

SKATE. ALEMANHA ORIENTAL. ANOS 80. CURIOSO?

Este filme - que ainda está colhendo verba em crowdfunding para acontecer de verdade - se chama This Ain't California (Esta Não é a Califórnia) e seu teaser faz um bom papel no sentido de nos instigar sobre o que seria a vida de um grupo de skatistas da Alemanha Oriental.

O que mais curti foi o trecho em que o narrador/protagonista fala que o skate é apenas diversão. Concordo plenamente - e uma diversão que voltarei a reencontrar assim que os milhões de turistas de verão partirem do Rio, aliviando o engarrafamento humano da pista livre da orla. Muita saudade.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Awesome People Hanging Out Together é o Tumblr da vez


















A foto acima junta gente da TV, do rap e do pop em um momento de galhofa nos bastidores de alguma coisa que não sei o que é... Mas o que importa é a origem: o Awesome People Hanging Out Together - um Tumblr do cacete e que, como o nome diz, mostra gente conhecida curtindo um momento juntos, em flagras tão legais quanto inusitados. Diversão total, testada e aprovada por mim.

P.S.: Eu ia falar do imbroglio com Michel Teló, mas deixa pra amanhã. Acho.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O fraco sexto ano de Dexter e sua grande derrapada anticlimática

(Eu vou tentar fazer esse post sem spoilers. Acho que dá.)

Você pode ver Dexter de duas formas. Uma é esquecendo completamente o que as quatro primeiras temporadas da série ofereceram, correndo atrás da diversão por diversão. A outra é fazendo o oposto: pondo a expectativa à altura daquela que já foi uma das melhores - para mim, a melhor - série de TV fechada. Se fizer a primeira opção, provavelmente encontrou nesta sexta temporada o mínimo de diversão; mas se escolheu a outra, a queda já anunciada na temporada anterior se confirmou de vez, e nem mesmo a última cena pôde salvá-la...

Eu escolhi a segunda alternativa. Ou melhor: acho que, pros que viram a série desde o começo, esta não é uma escolha. E por isso mesmo, a tal última cena não só não salvou a esquisita sexta temporada como, para mim, a derrubou.

O que os produtores e roteiristas consideraram o ás na manga para animar o público para o novo ano, realmente não funcionou comigo. A cena em si não foi problema algum; o incômodo foi o contexto meio forçado, meio estranho... Não sei. Não rendeu. Ou vai dizer que você não esperava que aquele momento fosse muito mais cercado de estarrecimento? Garanto que sim.

Outro probleminha deste último ano de Dexter foram os erros do personagem. Digo, alguns dos erros. Em defesa dos roteiristas, acho bastante aceitável o fato de Dexter cometer alguns deslizes por dois motivos básicos. O primeiro é que o personagem é humano. Inteligente pra cacete, mas humano - e serial killers, por mais neurônios que tenham, também cometem erros (como fizeram Trinity e Rudy/Brian). O segundo é que Dexter está se aproximando de seu lado humano, e isso certamente o levaria a aumentar sua vulnerabilidade.

Mas voltando: há erros e erros. E não dá para aceitar que Dexter, por exemplo, ligue para o 911 de seu próprio celular para informar a localização de um serial killer.

Tem mais? Tem mais. A incerteza forçada de Debra; a subtrama do nerd do videogame - que, ao lado do Brother Sam e do Anderson, o novo detetive da trupe, foram a grande trinca de subaproveitados da temporada; o cada vez mais insuportável Quinn... Muita, muita coisa trabalhada ao longo do sexto ano e que não nos levou a nada - ou, pelo menos, a nada que estivesse parelho com que esperávamos.

Sobre Travis, eu curti. Fui um dos que não desconfiaram do grande segredo em torno de seu mentor... Mas até ele, no conjunto das coisas que deram errado, também teve lá seu grau de "poderia ter sido melhor" que a série não nos acostumou a experimentar desde que surgiu.

Dito isto tudo...retorno à tal última cena. Vou respeitar a promessa do começo do meu texto e, sobre ela, dizer apenas que já prevejo um caminho para que ela se resolva no sétimo ano, e ele envolve um desmaio e um esquecimento tão induzido como questionável. Se você ainda não viu, pode não ter entendido nada; mas se assistiu ao fim da sexta temporada, provavelmente me entendeu.

É apenas um palpite; um palpite para algo que pode ter sido mal encaixado, mas foi uma senhora aposta dos roteiristas para o novo ano de Dexter. Se por conta do retrospecto da série a barra já estava lá em cima, se escolheram aquele desfecho, os autores precisam dar conta da expectativa que criaram. Eu realmente acho que eles podem dar a volta por cima e devolver Dexter ao topo, e obviamente torço para isso; mas é bom que façam isso mesmo, pois os créditos que tinham já foram quase todos gastos.

P.S.: Aos que quiserem comentar, o pedido: sigam o meu exemplo e livrem as pessoas de spoilers. Parece difícil, mas dá.

Related Posts with Thumbnails